Caminhos da bênção


Nas mais diversas fases de nossa existência somos sempre impelidos a definir metas e rumos numa caminhada de tantas alternativas. Desde muito cedo, dos bancos escolares, pais e mestres já alertam sobre a segurança de nosso retorno para casa, procurando trilhar caminhos de rotina, evitando atalhos ou riscos desnecessários.

Depois surgem as responsabilidades: onde cursar o colegial, qual a profissão a ser seguida (nem sempre revelada nos testes vocacionais), quando também nos inquieta a escolha entre o curso de nossos sonhos ou o que proporcionará melhores condições de vida.

Nessas fases, ainda em formação, o jovem conta sempre com a assessoria dos pais, que transmitem experiência acumulada pelos anos e que, em geral, ajudam a clarear ideias e definir perspectivas de futuro.

Chega então a idade do amadurecimento, quando passam a imperar nossas próprias decisões: a opção pelo casamento, ser autônomo ou empregado, a cidade onde morar, assim como assumir os rumos da vida sobrenatural, que será o alicerce de nossa caminhada neste mundo.

Nessa perspectiva espiritual muitas vezes nos situamos como meros assistentes, – como os que ouviam Jesus à distância e até apreciavam, mas não queriam envolvimento – e aí pouco sabor sentimos nessa rotina de vida. À medida, porém, que a Boa Nova (espírito e vida) vai sendo interiorizada, torna-se inevitável um maior comprometimento com o Evangelho, opção que definirá nossa história terrena com reflexos na eternidade.

Sempre então vamos nos deparar com o tema dos dois caminhos, tão antigo como a Sagrada Escritura, como ouvimos na conclamação de Moisés: “Eu vos proponho hoje uma bênção e uma maldição. Bênção se obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje vos dou; .. maldição, se vos afastardes do caminho que hoje vos indico, para seguirdes a outros deuses”.

No Novo Testamento, mais clara ainda é a pedagogia de Jesus sobre o caminho a ser percorrido, que, apesar de estreito, difícil, terá sua recompensa neste mundo e o cêntuplo na eternidade: “Todo aquele que ouve minhas palavras e a põe em prática, será comparado a um homem sensato que construiu sua casa sobre a rocha. Por outro lado, quem não as pratica, será como o insensato que construiu sua casa sobre a areia”.

Muitas são as decisões na vida prática, nem sempre acertadas. Na espiritual só uma não tem retorno, nem equívoco. É decidir entre as trevas ou a Luz do caminho apontado por Jesus, que o homem sensato logo identifica, pois só na mansidão do Bom Pastor encontra o repouso para sua alma.

Paulo Francisco Tellaroli

Comunidade Jesus Caminho Seguro

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